Série AMARE

AMARE significa amar, em latim. Fonte inspiradora da conduta humana, seja qual for o plano em que se desenvolva.
Nesta demanda de imagens e cores a história de eco secular constrói-se com elementos pictóricos inspirados e intuídos. Pensamentos de quem amou e quer ser amado pela eternidade. Sentimentos imponderáveis e únicos, forças espirituais que no Mundo comandam o nosso terreno e humano mundo. Falo do Eterno Amor entre Dona Ignez de Castro e Dom Pedro I, parte integrante da Tradição Espiritual Portuguesa

A génese de AMARE nasce dum cultuar o doce sentimento poético do Amor em si, enquanto gerador da Vida, e simultaneamente de uma procura incessante de significados e sentimentos na iconografia dos Monumentos Tumulares, ligando e intercalando o amor na actualidade mas com uma duração de sete séculos. Verdadeiros testemunhos pelos tempos dos tempos que perpetuam brilhantemente a memória de uma história verdadeira. Esta história impregnada na pedra e na preciosíssima simbologia tanto na sua grandiosidade e magnificiência como no seu singelo silêncio foram e são as minhas fontes principais de inspiração para estas imagens pictóricas que apresento em AMARE, assim como a vasta bibliografia Inesiana,
Possuidora de uma autonomia desconcertante, onde tudo é plausível, a Arte apresenta-se como essência libertadora das histórias e filosofias de vida e AMARE surge como essência do espírito animador da vida em todos nós, pelo Sentimento e Pensamento, pelo Amor e Ideia, o Símbolo e a Imagem...

Texto de catálogo da série AMARE

Esta história amorosa, tornada legendária e perene pela literatura popular e erudita e pela arte, continua a fecundar-nos e não podemos deixar de congratular-nos pelo seu arquetipismo operativo, já que, apesar do longo tempo decorrido de oito séculos, estes dois seres e o que simbolizam estão ainda tão vivos no imaginário e na alma dos portugueses que podem surgir a qualquer momento em recriações da sua vida, amor e paixão ou então em estudos históricos profundos e contextualizantes.

A Maria De Fátima Silva, muito dada à investigação e ao culto da memória histórica, mítica e espiritual dos locais, tendo realizado algumas exposições consagradas à Atlântida e ao Portugal megalítico, teve a varinha de condão de sentir na floresta imaginal portuguesa a necessidade de se trazer  mais ao de cima este veio do amor que, ao ultrapassar as razões sociais, os ditames convencionais e ao assumir a sua chama de conflagração libertadora e unificadora, é tão exemplar e valioso face à massificação consumista, superficializante, utilitária e seguidora das narrativas oficiais que acinzentam ou oprimem as pessoas nas sociedades modernas, tal como já no tempo de então e na posterior Inquisição ocorrera, pouco espaço, respiração ou valor dando ao amor, à poesia, ao diálogo e à liberdade. ler mais…                                                                               

Pedro Teixeira da Mota

O Amor de Inês e de Pedro, no século XIV, foi tão intenso, mas também tão trágico que se tornou lendário, imortalizou-se, evoluiu para um mito sempre presente e fundador de maior consciência do valor do amor espontâneo e livre, e simultaneamente dos perigos que frequentemente o ameaçam e que há que vencer.

Um mito verídico e dinâmico, baseado não apenas em imaginações e especulações mas fundado na realidade vivida e ampliado ao longo dos séculos por todos os nacionais e estrangeiros, e foram muitos, que se deixaram tocar, comover e inspirar por tal sintonia, entrega e vivência de amor e paixão, acima das convencionalidades e pseudo-razões que se opõem à união livre dos seres que se atraem e ressoam, dedicam e amam.

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Série ANGELIS