Série COVID 19
Vêm estes trabalhos contemplar a problemática da doença viral que assolou o mundo em pleno século XXI e que apesar de uma tecnologia dita avançada, o ser humano está incapaz de solucionar uma cura a curto prazo. Uma profunda sensação de vazio converte-nos numa solidão individual e coletiva em que a privação de uma liberdade como até então, é imperativa.
Liberdade de afetos, liberdades de manifestações de carinho mais afetuosas, liberdades de nos apresentarmos ao mundo de rosto descoberto são suprimidas em prole de um cuidado ao próximo. Esta ausência de liberdades tem-nos levado a uma tomada de consciência que se plasma no mundo do espírito e que relembra que o átomo primordial, o ovo cósmico primordial, o início da Criação da vida, do nascimento, do renascimento, da renovação está no movimento centrífugo negativo, girando no sentido anti-horário, em desequilíbrio. Em desequilíbrio, mas seguro por mãos fortes que manifestam a liderança do rumo que penetra a profundidade da esperança, contida no bloco compacto de memórias humanas. Auxiliadas pelas mãos dos deuses primordiais, Protogonos, divindades que nasceram em primeiro lugar colocarão a grande forma oval no seu movimento centrípeto positivo girando no sentido horário da vida. Permitindo que o acto primordial da Vida se renove! Acanthus Mollis num diálogo visual simbólico revelam-nos o triunfo sobre as dificuldades conduzindo-nos para o único sentimento possível entre a humanidade...Amoris
Esta ausência de liberdades pode, também, levar-nos a uma tomada de consciência que se plasma no mundo do espírito onde os Angeloi, em grego ou angeli, em latim, são sentidos de uma forma muito próxima mais sintonizada com o nosso eu.
COVID 19, 2021, Acrílico sobre tela díptico, 160x120 cm (exposto em canto)
COVID 19, 2021, Acrílico sobre tela díptico, 160x120 cm
Angelica cogitatio, 2021, Acrílico sobre tela, 24x30 cm
Como cordeiros, 2021, Acrílico sobre tela, 30x24 cm